22/06/2017 - 09h24 - Atualizado em 22/06/2017 - 09h25

Rafael Paschoalin rumo ao topo da Pikes Peak!

Na primeira tomada de tempo da competição, o piloto paulista conquistou o melhor tempo

Fonte: Yamaha Brasil

Rafael Paschoalin está voando baixo em cima da sua MT-07

É em um misto de ansiedade e muita concentração, que o piloto da Yamaha Rafael Paschoalin – a bordo de uma MT-07 – se prepara para novamente disputar uma das corridas de motocicleta mais emblemáticas e desafiantes do mundo: a subida do Pikes Peak, em Colorado Springs, nos Estados Unidos.

A competição que em 2017 chega a 101ª edição, se destaca pelo elevado grau dificuldade e por suas peculiaridades. E justamente por conta destes fatores, que o mundo se voltará para o que acontece no próximo domingo (25/06). Afinal, trata-se da subida de uma sinuosa estrada com 20 km de percurso com nada menos que 156 curvas. Nele a largada acontece a cerca de 2300 m de altitude e a chegada a mais de 4300 m, fazendo com que o ar rarefeito coloque ainda mais a prova as máquinas e seus intrépidos pilotos.

Rafael Paschoalin irá competir na categoria Middleweight, uma das mais disputadas da competição, onde há uma ampla gama concorrentes. Nela os competidores estão autorizados a utilizar motores de dois ou quatro tempos que não excedam quatro cilindros e que tenham entre 501 e 750 cilindradas. Além de toda sua experiência conquistada através de participações em outras provas mais desafiadoras do planeta, como o TT Isle de Man – onde entrou para a história do motociclismo nacional e mundial como primeiro piloto brasileiro na prova – e o GP disputado nas ruas de Macau, na China.

Para o desafio, o piloto apostará novamente na máquina com que correu o Pikes Peak em 2016, a Yamaha MT-07. Segundo Paschoalin, a união de fatores como o motor bicilindrico crossplane de 689 CC com 74,8 CV de potência máxima, o abundante torque disponível já em faixas mais baixas de giro, baixo peso e ciclística apurada, dão a MT-07 grandes chances de um histórico resultado em sua categoria.

O paulista está se preparando para realizar a subida do Pikes Peak, em Colorado Springs nos Estados Unidos

A MT-07 é uma motocicleta de respostas contundentes, ágil e rápida nas mudanças de direção e seu grande torque a torna rápida nas retomadas, todas as principais qualidades que se precisa em uma motocicleta para vencer em Pikes Peak. Para esse ano, 80% do trabalho foi feito desde de quando voltei de minha primeira participação. Trabalhamos pesado em desenvolver a MT-07 até o ponto em que se encontra agora e, com segurança, posso afirmar que valeu o todo o esforço... Fomos os mais rápidos da classe Middleweight nos treinos de ontem e estou focado em continuar no topo”,completa o piloto.

Helio Ninomiya, gerente de marketing e planejamento de produtos da Yamaha Motor do Brasil, traça um interessante paralelo entre o desafio de Rafael Paschoalin e sua MT-07, em sua segunda participação no Pikes Peak, com a história da Yamaha Motor: “A prova de estreia da primeira motocicleta da marca, a YA-1, foi uma subida de montanha – no dia 1º de julho de 1955 – sagrando-se campeã da 3ª Corrida de Subida do Monte Fuji. Por isso, nós da Yamaha enxergamos essa competição não só como uma oportunidade de mostrar o quanto incrível é a nossa MT-07, mas também de fazer história no motociclismo brasileiro com o Rafael Paschoalin, já que nos treinos tem se destacado como um dos favoritos de sua categoria”.

A moto utilizada por Rafael é quase igual às que são vendidas nas concessionárias

A MT-07 do Pikes Peak

Ao contrário do que muitos pensam, a máquina utilizada por Rafael Paschoalin no Pikes Peak é basicamente a mesma MT-07 que qualquer um pode adquirir em uma concessionária Yamaha pelo preço público sugerido de R$ 31.690,00 (à vista e sem frete). Além da retirada de itens como suporte de placa, piscas, espelho e farol, a motocicleta foi preparada com sutis mudanças no cabeçote e mapeamento do sistema de injeção eletrônica, ganhando também um filtro de ar esportivo e um escapamento de maior vazão.

No que se refere às suspensões, a dianteira ganhou fluido mais viscoso para tornar o funcionamento mais rígido para atender a demanda de uma utilização extrema. Na traseira, um novo amortecedor deu lugar ao original também buscando um funcionamento mais rígido.

Por fim, pneus homologados para corridas completam o pacote de preparação da moto de Rafael Paschoalin, cuja principal diferença fica por conta do composto mais macio e a quase que total ausência de sulcos.

Comentários,

Comentar matéria

Não houve comentários sobre este assunto.

West Coast - 306x100

esportes,23 Nov