26/02/2013 - 17h32 - Atualizado em 26/02/2013 - 17h48

Com o sonho de competir no Moto 1000 GP, Alex fala de seus objetivos

Conheça o atual campeão do GP Gaúcho, Alex de Quadros, que conta a sua trajetória como motociclista e o que ainda pretende alcançar como piloto.

Zuun,motorcycles

Considerado por ele mesmo mais um louco e apaixonado por motovelocidade, com apenas 14 anos, Alex de Quadros andava nas ruas com sua moto, mesmo sabendo dos riscos que corria. Por influência do irmão mais velho, que já pertencia ao ramo da motovelocidade, resolveu encarar as pistas aos 28 anos e percebeu um mundo diferente, “mais redondo”, seguro e competitivo, sem ser tão arriscado quanto as ruas. Natural de uma cidade chamada “Não-Me-Toque”, do interior do Rio Grande do Sul, o piloto de 32 anos concedeu-nos entrevista exclusiva.

Zuun,motorcycles – Alex, você começou de repente e sem possuir técnica. Fez algum tipo de treinamento para aperfeiçoar-se?

Alex de Quadros – Sim, após um tempo correndo, fiz treinamento com o Rad (na Rad Racing School) e com o piloto Róbson Portaluppi, para justamente buscar aperfeiçoamento. Sou um competidor apaixonado, gosto de competir, se eu estiver andando melhor que o meu adversário, tenho que ganhar. Por isso que a técnica é muito importante.

Mais um piloto talentoso e com muitos sonhos para sua carreira. Foto: O Chacal

Zuun,motorcycles – Em Quais pilotos você se inspira?

Alex - Um piloto que faz tempo que venho acompanhando, que competiu mundialmente, é o Alex Barros, me espelho demais nele, está aí o motivo pelo número da minha moto ser o #4. E um que está mais próximo de nós é o argentino Diego Pierluigi, que é excelente! Acredito que ele é inspiração para qualquer um aqui.

Zuun,motorcycles – O que você faz fora da motovelocidade? E de onde vem tanta timidez?

Alex - Sou empresário, tenho uma mecânica de caminhões e uma transportadora. Acredito que essa minha introspecção venha de berço, sempre fui assim: quieto e tímido, é natural de mim. “Tipo” agora! (risos)

Alex comemorando seu título na final do GP Gaúcho. Foto: Zuun,motorcycles

Zuun,motorcycles – Falando de berço, sua mãe e família vem ao autódromo torcer?

Alex - A minha mãe não vem assistir, pois não aguentaria (risos), mas ela está sempre rezando e incentivando para que tudo dê certo, porque sabe que é um esporte perigoso. Perdemos um grande amigo nosso, o Willian Onzi, na pista de Guaporé em abril, então, o medo sempre fica e nos persegue. Já a minha esposa está sempre comigo, ao meu lado.

Zuun,motorcycles – Qual o autódromo que você melhor se encaixa?

Alex – Me encaixo bem no de Guaporé e de Santa Cruz do Sul, gostei de Tarumã também, mas acredito que o perfeito seja Interlagos mesmo, todo piloto sonha um dia correr nesse autódromo.

A esposa dele está em todos os momentos. Os bons... Foto: Zuun,motorcycles

Zuun,motorcycles – Falando em Interlagos, você chegou a participar de alguma etapa do Campeonato Brasileiro?

Alex – Andei em três corridas no Brasileiro este ano, duas em Interlagos, em uma até fui com a moto do próprio Maico Colussi, pois ele machucou a mão e ficou um tempo parado... Somos adversários em pista, mas na vida pessoal a nossa amizade é grande. Se depender de mim, quero participar de todo o Brasileiro em 2013, mas terei de ir atrás de patrocínio.

Zuun,motorcycles – Como você vê o GP Gaúcho de Motovelocidade hoje?

Alex - O GP Gaúcho de Motovelocidade está muito organizado, é uma bela ponte para o Campeonato Brasileiro. Além disso, há vários pilotos em disputa e inúmeras “feras” se destacando. Acredito que a nossa competição regional encaminha muito bem para o nacional. Neste, o nível é bem alto, é tudo mais disputado, porque tem montadoras que patrocinam os pilotos, isso facilita demais. Mas estamos no caminho certo com o nosso campeonato.

...E os de necessidades. Foto: Zuun,motorcycles

Zuun,motorcycles – Você apoia a mudança que está sendo planejada para o GP Gaúcho?

Alex - Eu não somente apoio essa mudança no GP Gaúcho como também quero que ele melhore. Otimizando a imagem do nosso campeonato e a divulgação, acredito que fará vir mais público, o que nos trará mais visibilidade. Com essa melhor organização e profissionalização, conseguir bons patrocínios será consequência.

Zuun,motorcycles – Qual o seu objetivo na motovelocidade?

Alex - Meu objetivo e sonho é conquistar um título no Moto 1000 GP, é algo que quero para a minha vida um dia. Ganhar uma competição tão organizada, do Alex Barros ainda e a nível nacional, seria uma realização! (disse com um olhar de esperança e vontade). Em 2013, se Deus quiser, participarei do Superbike. Vou pra cima, brigarei pela ponta, será mais difícil, mas não adianta, é o meu objetivo. Quero correr todas as etapas, e tentar ir atrás do Róbson Portaluppi, que é um excelente e talentosíssimo piloto. Tempo bom para conseguir competir em Superbike a nível dos outros pilotos eu tenho. Manterei a minha moto da Kawasaki, que é ótima e tem um bom motor, pretendo apenas mudar a suspensão.

Por trás de um sorriso tímido, um piloto de garra. Foto: Zuun,motorcycles

Zuun,motorcycles – O que você recomenda para os motociclistas do Brasil?

Alex - O pessoal deveria parar com essa loucura de correr no asfalto, precisam respeitar mais o trânsito. Que transformem as competições das ruas em grandes campeonatos aqui dentro, no autódromo, pois aqui é o lugar correto para isso!

Alex de Quadros foi campeão do GP Gaúcho de Motovelocidade em 2012, na categoria Fórmula Turismo Pró, com 144.5 pontos, abrindo apenas 6 de Maico Colussi. Foi o primeiro título da sua carreira.

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