06/04/2013 - 07h40

Um homem realizado: Arnildo Barbosa Lins fala sobre seu personagem

O grande "Brucutu do Asfalto" concedeu uma entrevista exclusiva à Zuun Motorcycles

Zuun,motorcycles

Você pode até não conhecer Arnildo Barbosa Lins. Mas, se você é um motociclista apaixonado por duas rodas e frequentador dos eventos de moto, com certeza já deve ter visto o lendário “Brucutu do Asfalto”. Tivemos a honra de receber essa figura consagrada em nosso escritório e, claro, batermos um papo com o Brucutu, ou melhor, com o Seu Arnildo. Quem ainda não o conhece terá a oportunidade de saber mais sobre este "grande homem".

Brucutu do Asfalto, durante o 16º Mercocycle. Foto: Divulgação Zuun,Motorcycles

Personagem que inspirou o apelido. Foto: DivulgaçãoZuun: Como surgiu o apelido Brucutu?

Brucutu: Este apelido surgiu em 1966 quando ainda adolescente. Íamos para a frente do cinema na cidade de Sapucaia do Sul/RS fazer a famosa troca de gibis (histórias em quadrinhos). Esta brincadeira era a febre entre a gurizada (meninos no dicionário gaúcho) naquela época. Entre as coleções, existiam as revistinhas do “Brucutu”, personagem de uma série em quadrinhos baseado num homem das cavernas e seu porte físico avantajado. Como eu era o maior do meu grupo de amigos, o apelido pegou e desde lá sou conhecido pelo troglodita Brucutu.

Zuun: Como você entrou no mundo do motociclismo?

Brucutu: Isso vem desde os 14 anos. Durante minha pré-adolescência, e para realizar este sonho de compar uma moto eu saia com um carrinho cheio de verduras na minha cidade para vender. Todo o dinheiro que arrecadava, colocava em uma lata para juntar o maior valor possível. Em pouquíssimo tempo juntei a quantia necessária e comprei minha primeira moto, uma Jawa 150cc.

 

Zuun: Qual é a explicação dessa vontade de ter e andar de moto?

Brucutu: Uma coisa que vou ficar devendo é uma explicação, pois não tem. Na verdade, eu sempre via o pessoal andando de moto e, para mim, aquilo virou uma paixão. Nunca gostei de andar a cavalo, o que era normal na época, sempre quis uma moto. Sempre fui apaixonado pelo ronco das motocicletas e fui para o motociclismo para me satisfazer, sou obsecado por motos e isso é a minha vida.

Brucutu e Lindinha, sua esposa e única companheira nas viagens. Foto: Divulgação

Zuun: Como surgiu a ideia de participar dos eventos de moto?

Brucutu: Quando saí do exército, sai realizado concluíndo um sonho, ser soldado e de servir o meu País. Neste momento, comecei a pôr em prática meu segundo grande sonho, o de dar continuidade ao personagem Brucutu e montar meu próprio “motogrupo”, mas com a ressalva deste motogrupo ser apenas de duas pessoas, minha esposa Lindinha e eu. Desta forma, começamos a frequentar o maior número de eventos que podíamos no momento.

Zuun: Como é a recepção do público quando chega o "Brucutu do Asfalto" com seu triciclo?

Brucutu: Quando decidi comprar um triciclo para participar dos eventos de motos, comecei a “estudar” o que era aquele mundo e o que realmente era passado nos encontros. A irmandade é maior do que tudo. Hoje, estou em um patamar que nunca imaginei. Tenho amigos pelos quatro cantos deste país. Não tenho descanso quando estou nos encontros e mais, adoro isso, porque os amigos sempre me procuram para uma troca de experiências. Estou sempre rodeado deles colocando a conversa em dia dos encontros, amigos que faço e das estradas que já passei.

Arnildo, sem sua fantasia, visitando nosso escritório. Foto: Divulgação Zuun,Motorcycles

Zuun: O que costuma fazer quando está com a “galera duas rodas” nos encontros País afora?

Brucutu: Procuro rever antigas amizades, conhecer novos amigos de estrada e levar o espírito do motociclismo adiante, além de fazer muitas, mas muitas fotos com todos, que variam desde crianças de colo até famílias inteiras que querem levar para casa uma recordação deste personagem que vos fala.

Zuun: Tem recebido muitos convites para participar dos eventos?

Brucutu: Se eu fosse aceitar todos os convites que recebo, teria que me dividir em dez (risos...). Às vezes, fico chateado de ter que deixar de comparecer em alguns eventos, de dizer um não, mas tento fazer um revezamento e ir no maior número possível de eventos.

Zuun: Depois de seguir uma carreira no exército e viver atualmente como o “Brucutu do Asfalto”, ainda existe algum sonho que deseja realizar?

Brucutu: Na verdade, realizei os dois maiores sonhos da minha vida. Hoje, me sinto um homem realizado, como ser humano, cristão e motociclista.

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